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Entrevista com Ex-presidente da Agência Goiana de Turismo - Marcelo Safadi

28/10/2007

Ex-presidente da Agência Goiana de Turismo (Agetur) e do Fórum Nacional de Secretários de Turismo, Marcelo Safadi passará a se dedicar ao Convention & Visitors Bureaux de Brasília. Ele assumirá a presidência da entidade no próximo ano e responderá pela gestão 2008-2010. Enquanto isso, atua como consultor do Ministério do Turismo e desenvolverá o Plano Diretor de Goiás.
Para ele, especialista na área, os eventos implantados pelo governo devem ser gradativamente assumidos pela população local. “É função do Estado desenvolver, fomentar e criar, mas é papel da sociedade pegar o evento e assumir”, destaca. Os primeiros festivais de gastronomia goianos surgiram quando ele presidia a Agetur.
Leia, a seguir, entrevista realizada com Marcelo Safadi na tarde de sábado, 27, durante o Festival Gastronômico e Cultural de Pirenópolis.

O Sr. defende que eventos como o Festival Gastronômico e Cultural de Pirenópolis passem a ser realizados exclusivamente pelos empreendedores da cidade, de forma a tornarem-se independentes do custeio do Estado?
Eu só acredito nisso. Eu defendo que os eventos que acontecem em Goiás sejam, aos poucos, assumidos pelas comunidades. Você passa a ter um evento que ocorrerá na direta proporção de interesses da comunidade. É função do Estado desenvolver, fomentar e criar, mas é papel da sociedade pegar o evento e assumir. Evento, festival de um dono só nunca dá certo.

O que o Estado precisa fazer para emancipar a comunidade envolvida com a realização?
No caso de festivais gastronômicos, tivemos exemplos na Agetur. Em 2003, nós criamos o que chamamos de Programa Estadual de Gastronomia. Àquela época não havia ainda nenhum festival gastronômico em Goiás. Nós levamos algumas pessoas para conhecer o Festival de Tiradentes. O Estado financiou a viagem desse grupo. Aquele que apresentasse um projeto consistente teria o apoio do Estado. Vários deles apresentaram e passamos a ter, então, o Festival de Nova Veneza, da cidade de Goiás, de Caldas Novas, de São Simão, de Pirenópolis. São festivais que surgiram dentro desse projeto. Criar um pedestal, apoiar financeiramente os primeiros e sempre procurar achar um parceiro local que possa dar continuidade a esses projetos.

Qual o resultado que um evento como esse deixa para a cidade?
Festivais gastronômicos, de maneira geral, em Goiás, primeiro colocaram a gastronomia goiana num lugar correto, que é a importância que a culinária tem nas famílias. Goiás é um Estado que tem forte influência da alimentação na vida social. A galinhada no domingo, a espera do pequi em novembro, a espera das frutas para fazer geléias. Do ponto de vista comercial, serve para todo mundo perceber que a gastronomia é uma atividade profissional e tem de ser tratada de maneira correta. Tem de contratar profissionais para estruturar o cardápio, melhorar o aproveitamento de alimentos, aumentar a rentabilidade. O que aparece do lado de fora, os jantares, é uma parte do festival. Tem outra parte que já foi feita. Os cursos são fundamentais. São qualificações para os empresários. Hoje, quatro anos depois do primeiro festival, que foi Nova Veneza, sinto que a gastronomia foi incorporada ao produto goiano, passou a ocupar seu espaço como ativo econômico e social e passou a representar economicamente.

O Sr. percebe alguma diferença nesta edição decorrente da crise financeira do governo estadual, que reduziu os investimentos?
Nenhum ano é igual ao outro. Nem na casa da gente. Nenhuma festa que a gente faz em casa sai do mesmo jeito. O que ocorreu com o Estado é um movimento normal de recuperação. Isso não é a primeira vez. Nos anos em que eu trabalhei no governo foi assim. O primeiro ano do Marconi (Perillo, ex-governador) foi assim. O quinto ano foi assim. Primeiro ano do Alcides será. Pode ter certeza que o primeiro ano do próximo governador também será. É normal. Nós sabemos que existe uma mudança de gestores públicos, de atores sociais, isso faz com que fique diferente. Nem melhor nem pior. Apenas diferente.